Não costumo sentir remorso ao cortar laços quando enxergo neles algum tipo de nó. Incomoda-me o fato de me sentir presa a alguém. Incomoda-me saber que faço o outro sentir-se acorrentado à mim. Relações são escolhas, são trocas voluntárias de afeições, são uma construção consensual. Mais do que tudo, são demonstrações cotidianas e espontâneas da importância que o outro exerce em quem você é e em quem pretende ser.
Quando não mais existe a genuína vontade de provocar crescimento, ou quando se é indiferente ao motivo daquele largo sorriso, perde-se o propósito. Você caminha em círculos, tropeçando sempre naquele mesmo pedregulho. Estupidamente tenta não ver o que é que o torna tão errante.
É difícil perceber.
Desata o nó.
Você só reconhece que já passou por aquele trecho apenas quando não existe mais onde tropeçar.
A fantasia do amor é muito melhor que sua realidade. Nunca satisfazer-se é muito excitante. A mais excitante das atrações é aquela entre dois opostos que nunca se encontram
Nenhum comentário:
Postar um comentário